quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PAÇO(PAÇO!) - glossário glossario etimo

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo!" )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço(paço!),
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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domingo, 14 de julho de 2013

GORGOMILOS(GORGOMILOS!) - verbete wikcionario etimo

Quando minha mãe ia lá em casa
( lá-em-casa!)
abria abril
bombril, o til, anil em anel...
- só fechava a fachada da esposa
no sofá
soprano com dó o mi fá.
Eu Disse :"mãe!, minha mãe!!!"
Não evoquei vogal
ou signo linguístico
para meu pai,
pois mesmo para eu ter casa
ainda que de aluguel
ele teve que morrer
para eu poder crescer,
porquanto antes disso
ele apanhava,
colhia, coletava, colecionava
feito um filatelista
todo o sol
- para ele!
Não sobejava nem peneiras de garimpeiro
para tapume solar
e para camuflar ao modo de camaleão
a ambição desmedida dele
que queria( e tinha!) território,
fêmeas, comida e tudo o mais
somente para ele usufruir
com absoluta exclusividade.
Que os outros seres
se arranjassem, arranhassem-se
na fome, sede e quaisquer outras
necessidades fisiológicas
- ou espirituais!
( Meu pai era um louco
que não logrou romper
o teto do corpo
onde estava emparedado vivo
( ou morto?!, tendo sepulcro no corpo,
pois sua egolatria doentia
cavara essa cova na carne latejante!
Pobre, paupérrimo, miserável homem
sem misericórdia, salvo (salvo!)
nos seus momentos de hipocrisia.
A hipocrisia era sua catarse
e sua forma penosa de empatia!
E imagine que eu era seu primogênito!
Mas no costume da terra
o bem-amado era o benjamim.
A primogenitura era instituto judaico.
Divino? Ou divinizado pela Torah
em letra e espírito!)).

Minha mãe me compreendia,
podia eu dizer o que quisesse
que ela não me criticava
antes me apoiava solícita
com a verdade a ver verde
em todo o coração dela,
vegetal do paraíso!
( mãe não tem defeito,
senão para o não filho ou filha;
defeito de mãe
só se for defeito de amor;
de resto se tiver algum senão
será como o defeito do coxo
ou do maneta, perneta...
que nem serão defeitos,
mas mero acidente de percurso
do ventre ao mundo
ou no mundo dos micróbios
antes de Sabin
saber da poliomielite
( patógeno endêmico)
ou o que equivalha
em outras circunstâncias,
pois o mundo é vasto,
mas o homem é muito mais vasto
que Carlos ou Vasco
- da Gama,
o capitão-mor
ou outro mortal
com o mesmo nome em Portugal,
que no Brasil só o Clube de Regatas,
que nem é mais Clube de Regatas,
senão nominalmente, minha gente ingente
em caracteres aristotélicos-aristocráticos!)
.

Meu pai não,
- não me compreendia,
antes me repreendia
se ao menos adivinhasse algo
mesmo que fosse de bom sobre mim :
tal bem ele transmutava em maldade cruenta;
se de ruim
a crítica acerba
acercava dos olhos
que me pareciam bailar de regozijo
e tripudiaria para toda a eternidade
se eternidade fosse tempo
e não apenas tempo mitológico,
fabulista, idílico entre amantes,
utópico, entre sonhadores na fronha do travesseiro.
Quão ardilosos, pérfidos os seus diatribes!,
ó pai da terra!,
que agora só se ouve em mim,
no escuro do ventre ventríloquo
na cova escura e úmida da terra,
prisão - no enterro do corpo,
que, entretanto, liberta a alma
e o espírito da masmorra física,
Ó Pai do Céu!
( Pai nosso...sepultado no azul abobadado
de catedral gótica com gárgula!,
às vezes engasgada
no sangue da garganta cortada
do homem cujos gorgomilos(gorgomilos!)
não são de pedra).

Mãe minha era o ser angelical em casa;
eu que sou pai
imagino e sei, percebo sem placebo,
o estranho que habita  o ninho,
o demônio, o diabo doméstico,
o ser imperdoável que sou
enquanto pai...
- Pobre pai!
pobre do meu pai!
( Pobres diabos alijados
até da confiança da prole!,
somos os pais,
mas não os avós
que guardam seus avos de favos
do tempo hexagonal
arquitetado e construído
na casa das abelhas
com máquinas de mel:
os avós tem a sabedoria de avos
da engenharia do mel
na poesia vivida,
praticada,
em práxis).

Cave, cava uma caverna
na ala alada da alma em altiplano
para poder observar
a cultura e a política doméstica
no papel teatral do pai
na civilização ocidental.
( Verás que o que alinho
com linho
é veraz no alcatraz voejante).

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

TERRIER(TERRIER!) - verbete verbete


Quero demudar-me perto do marimbondo
estabelecer-me-ei ali
em sua circunvizinhança
como num casamento feliz
- numa casamata... : Em Terezín!...
Ei! Hei de ser feliz!,
terrificante terrier!(terrier!)
de gaio saber.

Hei-de viver nas adjacências
à morada do marimbondo
enamorado do xadrez
que o veste em avatar oblongo
tocado a gongo.
Adjacente à sua casa
ou caixa-de-marimbondo...
aspiro ser e assistir ao levante do ser!
em nome da gaia ciência.

Ei! Hei-de ser meio e fim
para a felicidade
- minha e alheia!
Ei! Hei-de ser feliz,
flor-de-lis!,
lótus sobranceira
sobre lodos
e lobos,
lóbulos frontais,
temporais...
gira sol!
Girassol!( "Helianthus annuus"),
gladíolo,
"Gladiolus sp",
"Gladiolus palustri", brevifolius...

Haverei de montar uma tenda
um tabernáculo
para lá viver
no ritmo que me ordena Alá
enquanto ordenho a vaca pintalgada
a mocha a malhada a preta a branca nelore
no cocho
no pasto
no vasto
antepasto
do desfastio!,
sem portar mosquete
ser mosqueteiro
mosquiteiro ter
espadachim chim sim ser
ou não ser
nem fazer a questão
com o arcabuz
no omoplata
o capuz...
num burel metido a doido
- doudo homem feliz
por uma perdiz
perdida
- perdido homem
perdidamente apaixonado!
pela folha verde
toda em liras
- numa lírica eremita peregrina
de um poeta doudo!
que habita casa louca
meia-telha e meia-lua,
meio São Francisco de Assis,
outra metade no filósofo cínico...

Ei! Hei-de ser feliz
como sempre quis
entre os miosótis
e os xis com pis radianos
e bis
- Biscaia,
praia e golfo de Biscaia...,
mar de Cortez
- e ai! tantos Tântalos!
a cavaleiro negro de Thanatus...
à sombra de Thanatus
- noite-madrugada fora
em foro íntimo
inclinada ângulos, graus,minutos
em zona sombria
com ponto de orvalho madrigal
e arroio ao arrozal banhado
num arrazoado rumorejante.

Ei! Eu que sou feliz
aquinhoado com todo bem d'alma
a consonar com a Nicomaquéia
ou com o riso escarninho  da Menipéia
tenho comigo que a noite é grande,
longa  demais para mim
sem ou com sua sobrepeliz
com tecitura de fios de estrelas
ou metal  para chafariz
em trama pelo tear urdida
em resenha de metáforas!

Eia! avante!, amazona, unicórnio, centauro...!...
( Mas... -  e se Deus!
renunciar antes da luz dilucular...?!...).

rofeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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domingo, 28 de abril de 2013

VAU(VAU!) - enciclopédia enciclopedia wikcionario


Às  vezes quero voar
entremeado na solidão
que ocupa o vau das procelárias...
ir ao encontro do mar
- amar a mar
posto em odor no ar
que prenuncia a tormenta
a qual desenha o toque do som
em espaço auditivo e corporal
no vau
por onde voa a companhia
das procelárias
no vento que tosse
e torce a vela.
Fulmares nos ares.
Pardelas, pardelões,
albatroz-de-sobrancelha-negra 

"Thalassarche melanophris")...

( Voo pelo vau
- pelo vau vou ao voo
e a tormenta que e atormenta por dentro
molha a parte da minh'alma de petrel
baixo céu de fel ao leu
de déu-em-déu
no aranzel)

Quero solitário estar
deixar ficar
quedar-me
qual violino Stradivarius sem corda
no canto do encanto quebrado
partido o coração
por um não-canto
no canto do chão
e no cantochão...
ausente os dedos do virtuose
e as cordas do instrumento
que por um momento
grita e geme forte
depois queda
no silêncio do anjo morto
ou e queda sem pára-queda
ou simplesmente cansado
dormindo a sono solto
na criança que amo
ou na mulher
da estirpe do arcanjo
que esbanja  banjo
e despreza marmanjo pernóstico...
porque ela preza a honra,
só pertence a si
e co-pertence ao seu amado...
que não lhe é um fardo
ou fado.

(Vou pelo vau
pelo vau vou
do fogo que queima
no cadinho
o corpo de serafim
que há em mim
e na carne dela,
a bela que vela
pelo seu amor
- teu amor
que a luz de manhã vernal
deixou em rastos de petróglifos
em código de cores
em minha parede).

Amor, amor, amada,
a solidão em mim
não existe sem ti
pois de ti nasci.
Independente de ti em mim
existem e resistem
apenas as procelárias
que abrem um vau
que não vi
porque não tenho olhos
senão em ti
- que meus olhos
foram feitos de tua matéria
vivificados em tua energia
redesenhados em tua geometria euclidiana...
também presente
na presença da liana
que abraça o meu coração
com suas mãos vegetais
- que são tuas
e teu, só teu,
meu coração quente!

( Vai pelo vau
- pelo vau vem
ela que é todo
o meu bem,
sim e amém
na áspide ardente que voa,
na serpente ardente,
ardentias do mar,
do amar
com amor ardente de serafim
que acende e porta a tocha,
leva o archote
na escuridão da noite
para um lampejo de caminho
achar e achatar pé...
na noite de estrelas apagadas nas trevas...
- de sua ausência,
mulher amada, querida, adorada,
viola odorata(violeta)...
Oh! Viola odorata!

flor que ascende ao amor,
acende a paixão!...

pequenina viola odorata!:
adorada!... ). 
(Excerto do livro "Adorada Viola Odorata, Violeta e Mulher cuja Fragrância é Natural, Rainha Vegetal do meu Sistema Nervoso Vegetativo e Central").
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domingo, 10 de março de 2013

BRIDA(BRIDA!) - enciclopedia enciclopédia verbete


File:Medusa uffizi.jpg
O homem somente precisa saber amar.
O resto é futilidade.

( O amor é frugal assim,
ó escatológico Aristóteles,
homem do bom fim
e do sumo bem : a felicidade.
- A mulher?!).

A mulher já sabe amar
por isso pode se dar ao luxo
de ser  - fútil?,
porquanto é muito útil
e se junta ao agradável
e às vezes ao desagradável
quando não está afável.
Esse ser impenetrável,
doce, mas com travo amargo
de amargas ervas daninhas
que não deixa a terra
se tornar maninha.

Ouço a bravata
da satisfação plena
"ou seu dinheiro de volta"
e concluo e incluo,
ó demônios Íncubos e Súcubos,
que acaso me lêem...
-  concluo que sempre,
junto ao não-molho da sempre-viva,
melhor para a vida,
que é o desabrochar para o belo
e o despertar para a verdade
ou para a bela Aletheia,
- que é de bom tom
( um tom Jobim! no cancioneiro...)
que se deixe
algo ou tudo inconcluso,
incluso os autos
e a utopia dos arautos
a fim de que a vida
não se acabe
em tédio suicida
ao amarelar do outono
na queda do anjo das folhas caducas
e flores fenecidas.
De bom tom, Tom,
que tudo não se acabe
assim feito o feito
da obra de Kafka
com afta ou sem afta.
( Pergunte ao universo
de Drauzio Varella
que ele há de esclarecer com varíola
ou, quiçá, com varicela).

Escuto no culto inculto,
quase íncubo
( - e quase sucumbo!),
que o mundo está tomado
- todo tomado por fora
pelas hostes de Átila, o Huno, Gascões...
e não há por onde passar,
fugir, nem por água de nautas sem naus,
timoneiros sem timão ( - e pumba! : morreu a pomba).
Não há como escapar,
estamos sem escapismos românticos.
Vamos, então, por Santo Antão!,
pintando em tentação por Salvador Dali
e visto por meu ego daqui,
- vamos entrar para dentro de casa
retomar o caminho de casa
- da casa que somos e erigimos
por dentro de nós
com quatrilhões de nós górdios,
e que fica na velha aldeia da velha bruxa
onde nem tudo foi tomado de assalto,
onde o direito romano não chegou esbaforido,
civilizatório,
com seus sicários, seus mercenários,
seus mecenas, seus poemas,
prontos para prender nossa alma
emparedada no corpo
no meio do nada,
em niilismo perene.
Empreendamos uma fuga
para onde a mão pesada
do que chamam de justiça,
que é o ato de escrever a lei cruenta
sob o papiro frio e sem vida
ou dizer o direito romano
pela boca de seus juízes
limitados pelo juízo do contexto,
que jamais é judicioso,
pois o dizem para aqueles adversários
alcunhados de bárbaros...
- Fujamos a cavalo solto em galope sem brida(brida!)
para onde esse direito do romano
não colheu nossa alma indômita
nem debandou
as aves de arribação de nossos sonhos
mais queridos ou opacos
das noites bem dormidas,
que são as noites das noites
em dupla raiz no mundo onírico
onde tudo é Salvador Dali,
chagas de Chagall,
"Sherzos" de Joan Miró,
ou a melodiosa voz de Gal
vazando água no imenso paul
do ouvido e do rio do olvido ( o Letes!)
rimada e ritmada pela voz do lobo no auuuuuuuuuuuu...
à lua que atua de pua
e pau, caniço,vara com minhoca
para se fazer justiça à fome do homem
e da mulher,
que é dona do homem
desde pequenino.
( Minh'alma é uma minhoca
que torce retorce ziguezagueia
com verve de verme
nada inerme,
mas ajuda com a ajuda de Nossa senhora da Ajuda
a pescar peixes e homens bons,
mulheres ótimas,
procelas para as procelárias...).

Louco são os físicos quânticos
( quantos tísicos?)
- quânticos doudos são estes
filósofos de um tempo cínico
sem um filósofo cínico
para arribar o riso
ao objetar e arguir com práxis abjecta
sobre a escatologia humana
mefítica escatologia metabólica
que não cheira ao metafórico na flor de laranjeira tenra,
alva na alma do alvo,
o cândido efebo,
que nasceu no coração da rua,
medrou sobre o asfalto cinza-serpente,
sob o Serpentário suspenso em luzeiro
que penso e apenso ao céu em negror,
- a flor cândida
regada com o aljôfar
em ponto de orvalho
descida em cachos de cachoeira
dos olhos da madrugada
a postos no olhar do poeta Carlos Drummond de Andrade
buscando e achando o amor
oculto sob o tédio, o ódio e o nojo...
- num mundo imundo, iracundo,
onde a cor do homem
é vista com olhos maus,
eivado de preconceitos violentos,
enquanto o amor de um homem
é escarnecido
e pode morrer envenenado
nas madeixas da medusa,
em endechas de tristes bardos
qual Cruz e Souza
que viola violões de anões
e faz da poesia
um canto no silêncio.
( O poeta cruz e Souza
que era  negro
nos olhos negros
de uma noite pesada na alma
dos desalmados
que constituem
o princípio e a constituição
de um estado da maioria boba
de almas penadas
que são os homens
quando industrializados
em industriosos
pobres-diabos...
perdidos, nus, num estado
que não alforria ninguém,
nem o governador
e outros sátrapas
com belos e pomposos nomes
palavras-pavão
que dissimulam-se em democracia.
Heróicos, heróis Herodes de todos os tempos
- até o fim dos tempos!...
são estes déspotas
sempre vivos e com o mesmo poder desumano
passado em leis
e repassadores de ordens em decretos
que ferem de morte as leis
e o direito que se esconde no pensamento
e se recusa a alienar-se na arena romana
preparada para matar cristãos.
Eternos mártires somos!,
ainda que nos deixe a vida
- despedaçada!

Ah! os físicos quânticos
estes novos epicureus sem Deus
ou com o bom Deus,
sem rei ou com o rei do momento...
Ai! Estes são inocentes
e vivem esparsos
pelos mundos paralelos
e nos espaços alelos dos genes!
São criaturas de poder
tal qual os reis e imperadores,
mas seu reino é metafísico
e eles somente tem poder mental,
nunca neste mundo para belicosos primatas
que sabem usar as patas
e as mentes das inteligências natas,
que eles cooptam e prendem,
para dominar mundo cão
- majoris e minoris.
( Sou da ordem destes minoritas!).

E enquanto o mundo corre,
nos cabelos da mulher
a medusa espreita
cheia de desdém
porque ela é bela,
de uma beleza natural,
e o homem a serve solícito
com toda sua verve no verbo,
feito um lacaio "laico".
A mulher é maior
em fortaleza que o homem
e por isso o espezinha continuamente.
Ela já é madura e astuta
desde tenra idade
enquanto o homem passa a vida
em folguedos infantis
e em idade provecta
brinca de filosofia
e  ciência e poesia.
A superioridade congênita da mulher
está expressa na sua vida
- ela vive da arte de amar
da qual nada soube Ovídio
nem nenhum esteta e sábio
que pude ouvir ou ler
no seu casulo de signos,
nem empós escapar so invólucro na crisálida
que lhe tolheu ou preparou as asas
para o voo cara e vela
para o sol
único espelho
em seu espectro lucífero.

A mulher é a sabedoria em prática-práxis
e ensina o amor ao homem.
Só então, depois de aprendiz de feiticeiro,
o "trouxa" pode amar.
De fato,  o poeta pode ser mestre
nesta arte de errar
pela dor e pelo prazer mais deleitoso
proporcionado pelo leite no leito,
pois é mais pato a amar
de tanto amar o mundo
e ao se tornar, enfim, mestre na arte de amar
- vai amar a mulher
que faz a vida seguir
com a criança que encanta
e é um deus e uma deusa
no lar que leva a levante de novo
os antepassados deitados em covas
- com  frialdade insensível nos ossos
onde se aninha a morte,
enovelada, velada,
sem sopro para oboé
na sexta sinfonia de Beethoven,
pastoral para Baudelaire, o louco...
(- Para onde fugiremos, pastora!,
tocando avena...
Não há lugar, lagar...:
o mundo está fechado
sitiado pelas legiões romanas,
até nas letras dos poetas apócrifos
- que, lamentavelmente,
sonham ser canônicos
e se perderem na fama,
aonde hão-se chafurdar!).

A mulher!, que é, outrossim, uma medusa!,
quando a olho no olho,
vejo que não é para ela
que olho primeiro,
mas para várias faces
que vem antes dela
e que Berlini
deixou ao esculpir
e também a escapulir
porque é complexa demais
a face e os cabelos da medusa em ato,
a mulher verdadeira, real pomba.
Ao olhar para ela
vejo um monte de sonhos perdidos
rostos esquecidos na infância sem tanta fanta
mas com fantasia dada ao infinito.
Quanta infância e infante!...

Quando a olho,
ó Betelgeuse,
miro, miro, teus olhos estelares no céu
de um preto anum,
e outro tanto  Anúbis,
mudando "mutatis Mutandis"
o tempo do verbo
para desprezar as penosas pessoas do discurso
imposto em retórica torta
e amar as pessoas reais
que não reinam como personagens no palco social,
na coorte cheia de cortesãs e aduladores
mas sob a carne viva do ser humano
macho ou fêmea,
consoante Deus nos criou,
abaixo da Betelgeuse.
(No meu mirar,
do meu mirante longe dos Balcãs,
evoco um apelido querido,
de um ser humano querido por mim:
Miro era a alcunha de um preto velho,
não um macumbeiro!,
que conheci em menino
e que parecia amar o infante
que fui nos idos de década em folhas morta...
Havia acabado de nascer
no bem-nascido berço
que me embalou
nas canções de minha mãe
que não conhecia Alfred de Musset
mas sim Alvares de Azevedo.
Tempos depois
vim a conhecer aquele homem
cuja morte foi rápida e trágica...:
Toda morte é assim).

Assim como eu
quando a miro e vejo
- vejo tantos fantasmas á sombra
de seus olhos negros,
quando ela me olha
também vê algo atrás de mim
e de si :
um rosto do pai
de um primeiro amor
que se deixou enterrar no tempo.
Pasma, vê um fantasma!
- sem ópera, opereta, bereta...
lembra de gestas
narradas por antepassados
(cova rasa, cava veia,
velha aveia,
candeia, estrela cadente, candente...),
por isso me mira assustadiça
em contraponto com a memória que retorna
e retorce, entorta, distorce, torce o tempo
e o espaço na equação de Einstein
e a luz equacionada por Max Planck
que não sabia rosar  rosa da rosa,
mas sim assinalar  o corpo escuro.
Ela é a árvore da vida
dentro do meu jardim  edênico;
- ela me faz respirar
e viver dessa música
que sopra oboé do nariz
- com o sopro do anjo
que vive nas folhas, flores e frutos
da árvore que a sustem
e me alimenta
- até que chegue o outono, amarelo anjo,
e ela caia
e eu decaia,
pois não vivo sem o sopro da musa
que toca minha vida,
nutre minha árvore da vida,
sem vida
- sem ela.
A senha, a senda é ela:
musa e medusa.

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File:Medusa uffizi.jpg

sábado, 9 de março de 2013

ILÍRICA(ILÍRICA!) - etimologia etimo lexico léxico

Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)

Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).

Não há mais Ilíria,
região ilírica (ilírica!),
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu,  androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).

A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
 a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).

Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

VINDIMA(VINDIMA!) - etimologia etimo lexico


Bem-nascido...
- mal nasci e recusei o seio de minha mãe,
então pletora:
ato número um de sublevação.

Nasci sublevado
conjurado mineiro
cresci insurreto
porém reto
direto no direito
diletante no dilema :
digesto à dieta
em indigesto regime.

 
Por volta dos oito meses
falava tudo, cantava, arremedava bichos
e estudava, depois da meia-noite,
sob meia-lua ou lua inteira,
na não forma de foice (falciforme)
-  estudava besouros!,
os quais, escaravelhos, posteriormente,
 aprendi a denominar "coleópteros"
graças a um amigo
cujo nome era o do inventor do rádio
( mas não das ondas senoidais).
Para mim, na minha etimologia,
esta palavra ("coleóptero")

pertence àquele amigo
hoje separado do corpo
pela foice da morte
que ceifa na hora da ceifa
- que vitima à vindima.
( Tudo isso são versos da poesia de minha mãe,
hoje não mais pletora,
mas macróbio
a caminho do pesadelo de Alzheimer

pior que o de Fussli
que, comparado, parece uma ode
sem ódio de Odin ).

( O mal de Alzheimer é uma demência,
sendo demência tudo que mitiga
a capacidade cognitiva.
Seriam dementes para fora,
no bota-fora com alforria da ciência
e seu padrões tópicos,
às vezes utópicos,
num âmbito mais amplo, ancho
deste conceito psiquiátrico,
todas as pessoas
cuja mente ou intelecto
tem capacidade cognitivas limitadas?!
- sob doença ou não?
Vendo assim ancho
essa concepção do mal
do médico Alzheimer
se infla num anjo gordo.
Pobre Alzheimer!))
(Parkinson outrossim descobriu um mal
que cavalga a galope de Apocalipse, cataclismo...;
tão-só Platão desvelou o bem
no alumbramento da aletheia.
Ainda bem!,
que nem tudo vá bem mal)).

Aquele meu amigo
que me forneceu os instrumentos para pensar
- tornar-me pescador na barcarola
de homens e epicúreos
cheios de tédio
deste mundo de criaturas
(que se atura
até que tolerância satura!!)
- criaturas afogadas pela demência
que paira divinamente,
em companhia da Moira,
sobre o espirito pensante
- e mercante.

Aquele ótimo amigo jamais conheceu
- nem eu,
nenhum Epicuro,
só epicureus, cepas de maniqueus, jebuseus...,
- homens que não tiraram o pensamento de si,
mas de outrem,
dos homens judiciosos.
Criaturas dementes,
tementes, sem mente
e sem necessidade do desenho
concebido por Alzheimer
para algo que doa,
- ocasione muita dor,
porquanto a demência
nos animais que vagam em rebanhos
não é inata
mas adquirida
na histeria do rebanho
que fácil estoura
no pânico invertido no mata-mouros,
ferrabrás...

Aquele lídimo amigo
morreu de forma triste e lamentável
e o seu cadáver,
ao que consta de relatos sucintos,
estava horrível e enegrecido.
Ele, que fora belo em vida,
sábio e erudito,
ingênuo e nobre,
faleceu sob o peso da tragédia
que assola a todos os mortais.

Toda a morte é feia :
bela é a tragédia
- que tem o fito
de ocultar no sublime
o horror do esgar
na face da morte,
que é a máscara do morto,
mortuária máscara
na cara do homem morto
que não encontra mais destino,
mas sim sino que bimbalhe
num macabro baile
e carpideiras que espalhe
- o vento vão
sem sangue de coração
nos olhos de quem olha
para o nada exposto:
o homem morto,
um anjo morto,
ancho, gordo de vermes.

Tão-somente o "pathos" filosófico da tragédia
avocada pelo filósofo Nietzsche
a compor um penso penoso no apenso,
pode salvar o homem
na Paixão de Cristo
- uma tragédia genuinamente grega
para arameus, cananeus, amorreus
e muitos outros eus
metidos no capote dos adustos
Augustos dos Anjos ateus,
com maus augúrios
nos versos do poeta "Augusto" ,
coveiro, caveira e corvo da poesia lírica.

( Conto que contarei,
cantarei
minha história
em cápsulas de memória
e resquícios de Moiras
porquanto os conceitos
não cabem na vida
muito menos as palavras sem ar
daqueles que não respiram
a pira flamejante
que queima meteoricamente
uma inteligência emancipada,
milagre raro de demiurgo raro,
porém fato na personalidade de Van Gogh,
Epicuro de Samos(Epicuro de Samos!)
e poucos outros.

O que somos
Epicuro de Samos?!
Pergunta aquele que estudou entomologia
sem o logos grego,
no âmbito do pensamento mágico
de uma criança recém-nascida.
( Não responda dos túmulo dos signos,
Epicuro de Samos
corpo em retorno á terra
e alma em movimento contínuo
na dança dos signos
que faz dançar o pensamento vivo,
eterno no cavar os signos
nos pensamentos dos leitores
e leitoras "pletores", pletoras).


( Excerto da obra "Da Engenharia da Bruxa" )

Ficheiro:Valkyrie Copenhagen.jpg
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sábado, 26 de janeiro de 2013

FLOR-DE-LIS(FLOR-DE-LIS!) - glossario etimo lexico


O pensamento com perspectiva filosofante
não  passa de um ceticismo teórico,
mas a vida
não se reduz à razão,
pois esse reducionismo empobrece
a relação humana
que é mais rica
que o Quietismo(Quietismo!).

A filosofia enquanto crítica acerba
do conhecimento teórico
não permite que o pensamento
chegue ao ponto de fé
ou ao ponto de orvalho
face de areia
lavada pelos olhos
do outro que chora.

A fé,  que é a vida,
que é a esperança,
que salva,
que é o amor,
que é a caridade,
na acepção latina de "caritas" :
amor divino,
a fé e a razão
têm que ser equalizada
na equação
que cabe na física e na matemática
em linguagens poéticas para-glaciares,
sem a libido,
mas não no homem
e na mulher,
onde cabe o amor,
que na paixão vem destroçar
- o coração irrequieto.

A filosofia moderna
livre até no conhecimento,
e do próprio conhecimento liberta,
insurreta, sempre amotinada,
iconoclasta,
indiferente à limitação que representa a ciência,
mera encenação para gente limitada
que não tem cérebro para ato filosófico,
sabe que  o conhecimento científico,
ou da razão ("Scientia rationis")
se restringe ao teorético,
e, portanto, não contamina a prática
do homem comum
nem a práxis do sábio,
pois o fazer
casa-se com o saber
que é pura fé,
vida, amor, caridade...,
porquanto a sabedoria
é inata, ingênita,
viva na inteligência viva da criança
e morta nos adultos amortecidos,
embotados, estapafúrdios, basbaques...

Quando eu era um filósofo epicúreo

olhava com tamanho desdém,
abrangia com um olhar irônico,
sobranceiro e eivado de indiferença
todos os seres humanos.
Hoje fico a cismar
se não foi pelo meu antigo desprezo
pela torpe humanidade
que me apaixonei de verdade
e,à primeira vista me encantei,
desmensuradamente
ao deparar com a medusa
subindo as escadas
que eu então descia
e o desdém aliado à sua beleza
evocou-me o meu ar escarninho de antanho
como o escárnio
apegado à minha inteligência livre e natural,
tirada ao gênio da natureza,
- ao gênio nas crianças!

Será que quando vi a medusa
o que amei foi o epicureu em mim,
observando-o nela refletido
como se fora um Narciso
em forma feminina?!

Ah! o amor!
A paixão, pacto com fogo,
esta lava
que lava a face,
a face de areia
em banho na clepsidra,
com a água da clepsidra,
que apaga a areia
e cava a face
como se fosse uma fauce
ou  uma cova
antes da cova a final.
Vinca-a, ao andar sobre a areia,
o tempo, este filósofo epicurista,
aqui escriba.

As faces dela e minha
na areia da ampulheta
contadas em tempo
são fauces
e foices da morte
que sega.

Quando a vi
subindo a escada
toda tesa
em sua beleza exuberante
fiquei embevecido, extasiado!
Só depois do choque tremendo
é que me ocorreu
que eu era assim
um deus epicúreo
com todo o direito
de desprezar o mundo
dos homens vis
e das mulheres venais
que valem os seus míseros reais,
mas não valem uma flor-de-lis(flor-de-lis!),
nem um miosótis pequenino :
- gente abortada,
sem beleza e destituída de inteligência,
sem dignidade nem honra,
decrépitos, insolentes, levianos,
ineptos para o amor,
inermes vermes...

Vi-a e só então recordei-me,
caí em mim de maduro,
- que eu sou assim
igual a ela,
não similar nem semelhante,
mas igual a ela na equação,
seja no odor que exala da carne
e dos cabelos negros
ou no que mais possa ser
a quatro olhos negros na noite.

Somos um ser ( em dois!) assim
- sem perfumes, nem disfarces, nem ciúmes...
simples, porém não simplórios,
capazes de desprezar o mundo inteiro,
mas a nos amar
até a eternidade passar
e escrever o saltério e os cantares
dessa paixão de vulcão em erupção
nos céus, em rolos de pergaminho,
e na terra, onde nasce o papiro,
epicúrea medusa!

( Excerto dos "Apócrifos da Medusa" e do livro "Os  Cantos Sobranceiros do Jardim de um Deus Epicúreo")

Ficheiro:AUGUST RODIN O pensador (vista frontal).jpg
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sábado, 5 de janeiro de 2013

RECALCAM(RECALCAR, RECALCADO!) - verbete glossario lexico


Um ensaio sobre a Medusa, uma das Górgonas dos gregos antigos, é, em geral, feito à base de informações visuais sobre a figura geométrica daquela górgona com cabelos de serpentes.É como se uma criança observasse a imagem passada pela tradição geométrica na figura simbólica de uma mulher ou uma espécie de mulher em sociedade; enfim, uma espécie social individuada em inúmeras medusas. Essa criança observadora colocaria a medusa vista no contexto pobre de si, do seu ego e inteligência de alcance limitado,  e, outrossim, nos egos e inteligências limitadas pelos intelectos subdesenvolvidos de seus pais, os quais, por seu turno, costurariam a górgona no contexto sócio-cultural ( o que pressupõe econômico e político), igualmente limitado, mas mais abrangente,  em que se inserem na sociedade e cultura de que são parte na comunidade, cultura essa que são os pais dos pais nossos e, quiçá, com variantes, dos avós, bisavós, mas que vai diminuindo de coincidências nos tataravós e demais antepassados, cujas tábuas de valores eram outras e a tecnologia  também divergia(divergir!).
O que fazem, faziam e farão  com a inteligência que temos da medusa, nossos pais, avós, filhos e nós mesmos, e mesmo o mais sábio, erudito e experiente, lido, viajado homem, o pota mais erudito ou o filósofo mais livre, ainda não torna possível uma leitura completa, senão aproximada, da ideia que a medusa representava no cosmos social e cultural grego. O que dizia aquele grego antigo, em língua, e em poesia, sobre a medusa? E o que queria dizer?
Os poetas, eruditos sensibilíssimos e inteligentíssemos, sábios personalíssimos que provam da vida, do amor e conhecem o abismo infame e glorioso em  que  estamos todos  seres humanos mergulhados; os poetas, que são criadores e co-criadores, partícipes na criação dos mitos ( estão perenemente a recriar a medusas e outras obras poéticas escritas no papiro, pergaminho, no areal frouxo, no papel, em luz, no mármore ou na pedra-sabão, no entalhe em madeira, nas pinturas em ânforas, quadros, afrescos nas paredes das capelas "Sistinas", no ar pelo som, nos olhos e no corpo da mulher amada, do filho, da filha, do neto e da neta mui queridos; enfim, nas artes, - estes poetas que estão por aí bebendo da corrente da vida, saboreando com gosto e sentidos vitais a vida e a paixão que é viver, amar, sentir, experenciar, pensar, observar,  estes  estetas que produzem a verdade e são a criam, destarte, a filosofia, na tragédia e na lírica, - estes sábios escribas de cultura enciclopédica,  tem poderio para  achar e seguir as pistas, descobrir ou inventar, re-inventar o caminho,  nos rastos da medusas, os quais podem ser mãos enormes e aptas a abir o livro de ouro da aletheia grega e nos ensinar sobre o que a medusa significava e era ( o ser do mito) para aqueles gregos agregados em comunidades. Gregários "gregos".Evidente que não só os gregos são gregários, as todos o somos quando estamos em assembléia, igreja, agremiação, grêmio, palavras que dançam em grego

 ( e me todos nós) até os nossos dias estivais.
Existem muitas medusas na história social afora e na atualidade. Basta olhar os bastos cabelos que os olhos e a luz recalcam.(Recalcar, recalcado!).

 Cabelos recalcados, cabelos medulares de medusa, na língua dos anjos e arcanjos que libertam a poesia em versos ou em cores, desenhos, danças (desenhos no vácuo, abstraindo o ar ou a atmosfera que impera). Vou olvidar o etc da boa praxe.
A mulher do mito é a que passa de fora, do mundo real, natural, externo na captação dos sentidos, que capturam essa imagem em natureza ou e luz, sombras, cores, odores, tatos, gosto gustativo

 ( gustação!) e um sexto sentido eletromagnético e um sétimo sentido, dito social, que completa o indivíduo ao inserí-lo  perenemente e todo o tempo em comunidade, que o contextualiza ou re-escreve ( o homem, a mulher e uma escriba de si na perenidade do re-escrever-se exaustivamente). O grupo, através da escrita de gestos e falas da política, re-escreve o indivíduo humano e o prende nesta escrita.  A escrita é a prisão do homem pela eternidade que existir o homem : é um berçário e túmulo em signos e símbolos que se enrola em cobertores, cobertas, panos que envolvem o recém-nascido e, outrossim o adulto,  durante o transcurso da existência; por fim, no findar a vida,  uma veste mortuária para múmias que acompanha e mantém o ser humanos ainda humano mesmo após longos anos ou séculos, milênios do seu passamento. Essas vestes por fora e as por dentro , confeccionadas pelo escriba ( o poeta, o filósofo, o sábio, o engenheiro, o inventor, o legislador) que nos faz humanos e co-partícipes de um banquete no mundo.
A mulher, no caso a medusa, do mito, que é uma introjeção que cabe na mente humana, pois somente percebemos e fazemos ou completamos um estudo da coisa enquanto objeto nosso, dado pelos sentidos e burilado pela razão. A medusa e outros mitos e ritos é esse instrumento abstrato na mente, objeto de filósofos, ou seja, doutos, e concreto, objeto de poetas, em concreção nas escritas de signos e desenhos refinados e encimados por  símbolos geométricos, semióticos, semiológicos e de outras linguagens, que concebem e são concebidos pela mente e pela destreza da mão. Da destra e da sinistra.O que pensa e faz o homem em movimento ( suas danças nas linguagens corporais e mentais, com sete véus na dança do véu da política e dos políticos!) é que faz o homem anjo e demônio, no entoar do canto lírico ou trágico, nos movimentos mentais, que se desabrocham nos labiais, labiodentais...( movimentos, dança do espírito ou do pensamento, no dançarino Nietzsche que osmos todos nós, não importa o retardamento mental ou o o grau de autismo;  destro ( a destra!) e sinisto ( à sinistra!)  nos movimentos requintados da mão e do corpo.

Medusa

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