domingo, 12 de fevereiro de 2012

CEFEIDAS - lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura jargão jergão


Um amigo morto
é um "lugar" que se perdeu
e ficou sem tempo
no sapato preto
sem cadarço
sozinho no escuro
- perdido em um lugar perdido
na intersecção do tempo e espaço
sem intercessão de Jesus
a fazer a alegria dos homens
virar alegria em copo
no bar e em Bach
com bachianas à missa
campestre
Uma amada morta
está enterrada em todo poeta
no local do "lugar"
perdido para sempre
no oco do coração vazio
sem nervo vago
ou veia cava
ou cavilação
endrômina...
( O poeta é o jazigo da morta amada
branca de cal
mais alva que o alvor da alvorada
em seu esplendor e clarim tocada?! )

À amada morta
todas as poesias elegíacas
à moda-modo da cotovia
que pia
anunciando o dia
que espia do sol
como se fosse um anjo
de asas naturais
e olho a piscar
maliciosamente
Perder alguém a quem se ama
é perder um lugar no mundo
um espaço
u paço
um passo
um compasso
fora de si
fora do mundo
fora do universo
mas dentro de outro ser humano
que vivia-morava ao lado
no elo do paralelo alelo ao gene
que leva o amarelo
à lua
às voltas com as volutas de um frontão
Se a ausência do amigo
da amada
produzem tal celeuma em alma
e deixa o espaço com um buraco
no lugar do espaço antes ocupado pela geometria
contornando o conteúdo
do que era o corpo anatômico-fisiológico
dos desaparecidos
- espaço riscado outrossim no rascunho
do que ficou de alma ou espírito
que se evadiu
e do que restou
daqueles sólidos geométricos
apagados
desmanchados dos olhos
como se fora um borrão
ou uma mácula-nódoa....
( sólidos que posteriormente
seriam-serão líquidos em Platão
e Marx em evasivas rasteiras qual ervas daninhas
danosas nada
mas danadas sim! )

Se um amigo
deixa um vácuo enorme
um espaço desocupado
- um espaço-fantasma...:!
imagine então parentes afins
as esposas
colegas
irmãos
pai-mãe...!!!
- quando a dor é lancinante!
Quanto aos consanguíneos
nem imagine!
- nem imagine os filhos!
Os ascendentes inda vai
que vão primeiro para o vão escuro da morte
o espaço sem espaço para a eletricidade no corpo
que ilumina por dentro o sonho
- em mundo onírico com sol
e por fora com os olhos
a pescar o sol písceo
peixe que pisca-pisca
na estrela Aldebaran
em corno de lua falciforme
em Joan Miró pintada
nigérrima como a peste negra
a cavalgar sobre o pelo do cavalo baio do Apocalipse
com uma amazona à cavaleiro...:
à cavaleiro negro
cavaleiro branco
no xadrez do dia e noite
riscado do céu à terra
em preto e branco
no anum que voa
e solta seu grito roufenha
de "gralha!" velha
e agourenta megera!
( bruxa pronta para o martelo da inquisição espanhola
que cuidava da vassoura das bruxas
antes dela grassar pelo cacau... )
De qualquer forma
conquanto a morte seja o retorno ao escuro
sem vela padrão
no céu para se olhar cefeidas
o caminho escuro
já era trilhado no Egito antigo
e seu mapa jaz
no livro dos mortos
em signos e símbolos
capazes de guiar
o morto até um lugar
onde se imagina haver luz
embora isto seja apenas um sonho
de morto fechado em sarcófago
no lado escuro da lua em luar sem sonho
nem no palor que sobre da lividez cadavérica
( que devora o corpo
consoante a etimologia
quiçá ateste
nos radicais da palavra
para a tumba do faraó )

Não obstante a caridade quase cristã do livro dos Mortos
guia e cicerone de mortos
a portos seguros
na linha atrás do horizonte
onde deita o sol
num sono imaginado no Egito antigo
é melancólico e trágico
assistir à morte de irmãos em tenra idade
- porém Deus nos livre e guarde
do livro dos mortos
que nem é literatura
para os olhos inocentes e tenros dos descendentes!....:
ai! que esses últimos
meu Deus
não possam jamais
em vida de pais e avós
bisavós ou tataravós
se transformar em antepassados!
Que a dor venha antes e vigorosa
severa e letal como uma mamba negra
para matar os ascendentes
que fiquem na zona clara
onde cavam os vivos
seu espaço geométrico
por dentro e por fora
tipo tatus tatuando a terra
Que a mamba negra
mostre aos olhos dos macróbios
o caminho do escuro
na volta ao ventre materno da terra
- de Gaia!
a deusa Gaya

sábado, 11 de fevereiro de 2012

RUSGAS - lexico lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura jargão


Por aqui passou um Verlaine
ébrio
- ébrio contumaz
poeta vivo
na carne do verso
- a qual encarna carnação de árvore
no bosque
na alameda aleia renque
floresta negra-bétulas-araucária...
e outras espécies arbóreas da aurora dos tempos
( Tempo na barra da alva se doura
- "oura-ouro" na bateia (batéis! )..: filão )

Vi Verlaine
embriagado
consoante saiu do bar
- do bar dos bárbaros
que esquecem-se da vida
consumindo drogas :
álcool ( etanol )
absinto em cafés...
tabaco

- tabaco para tabagista
que daí se vai ao tabagismo
( e daí, diria meu progenitor
já bêbado de entornar o luar em lagar ao chão )
"iluminando" doutrina não-iluminista de médicos e charlatães de sucesso
fiéis ao consumismo
na barca social do inferno
com Caronte
caro Caronte
odiento-odioso-odiável barqueiro
barqueiro para o inferno
levando o cínico filósofo Menipo
personagem da Menipéia
ao Hades
assim como levou Orfeu
empós a amada morta...
( Ópio vem de papoula
- de ódio de papoula
para se defender
de predadores?!
ou o ódio advindo da papoula
ocasiona tamanha repulsa ao homem comum
que o vernáculo não registra
e consequentemente nem percebe
nenhum contexto para ódio
- para por na botânica
na fitologia-fitoterapia-fitogenia
ou na farmácia que esse ódio cozinha
quando é tóxico o caldo
e tece com dedos de avó
quando o período de tempo na tabela periódica de Mendeleev-Mendeleiv
dá como rescaldo manso o remédio
no balouço ao ritmo do tempo do "pharmacon" )


A cá passava-passará
com a passarada
em companhia a passo do passaredo em canto de aedo
- a cá passará um poeta Verlaine
um mendigo qualquer
errabundo pelos cantos imundos do mundo
- sórdido mundo
que se ri do cínico filósofo
contorcendo-se em dores de parto
( alegórico parturiente é o poeta-filósofo
sem filho da mãe
que se esqueça no boteco
em outro espaço para corpo genético
até que a vida passe
com seu cortejo de dores atrozes
e o poeta nem veja o barqueiro chegar
às margens do rio Lettes
para lhe tomar a vida
junto ao último gole
de rum ou cerveja
vinho aguardente de cana...:
O copo com a bebida alcoólica
é um rio lethes imenso-imerso
mais extenso que o Amazonas
( imergido em sangue
dentro do corpo fechado ao universo fora
- que passa fora
mas entra dentro do corpo
e devassa a alma )
ou é um rio não-letes
que passa rente ao Cairo
- e ao berço da noite
com estrela álacre-árabe
no céu para a ordem mendicante
dos são-franciscos das orlas do rio
capuchinhos pervagantes
outros devixes rodopiantes
- todos tontos filhos das ervas e das estrelas lácticas
da via láctea
com o laticínio extenso-plantado na planície-planalto do olhar manso
- em minueto de Mozart )

Por ali passou um Verlaine
lúcido Lúcifer
sem crenças no amor imaginário dos incautos
que não logram passar
intelectualmente
a quadra da infância
e destarte ficam com intelecção prejudicada
incapazes de "inteligir" o mundo
interagir com a realidade brutal
num mutismo social
que leva séculos em pó
sobre os escombros de Pompeia e Herculano
cobertas-sujas dos resíduos do Vesúvio enfurecido
pois convivemos num mundo social-linguístico-simbólico
de geografia esquecida na geopolítica
dos senhores do mundo humano
que põe a pensar cientista políticos
pensantes-remunerados pelo capital-não-de-Marx)
- sobrevivemos num mundo para tartamudo intelectual
o qual ensina gestos infindos
para se repetir à exaustão dos músculos
e das musas cuneiformes e belas
deitadas na cama da escrita
em relvado que fita o dossel
a caminho estonteante do céu
em azul espiral
espiralado nos movimentos das borboletas
e da garça alva que casualmete corta a nuvem branca
e nubla o céu anti-plúmbeo
- anti-chumbo que perdeu o latim
na voz do homem
mas não no tinir da matéria

Logo ali passará outro Verlaine
( em blau com a abóbada celeste )
a meio-caminho do fim
do homem
que vai pensar
no jazigo
pois quem pensa em vida
continua a pensar em morte
sem encéfalo-vísceras-medula-espinhal-raquidiano...
- um pensamento visceral sem energia
fundado na simbologia-desenhada nas figuras geométricas
que pensam por si
sós
assim como Verlaine ao túmulo
e Mendeleev-Mendeleiev
( Os impensantes
- os que não pensam
não pensam já em vida
- apenas penam a pena de viver
pensando ou não pensando
pondo ou não o ser no mundo
vivendo o amor
a paixão desvairada
ou tão-somente uma farsa com Rimbaud
- outro menino tumular
entre o conde Drácula
e o sangue febricitante
de quem vive
e vai falecer
no padecer do corpo
que é um morto-vivo
todo o tempo
até a decomposição final
após a modorrenta-lenta
decomposição do macróbio
que padece a morte em vida
paulatinamente
até se chegar ao fim do paul putrescente-putrescível
nada cível
misantropo
porque os homens são asquerosos
e as mulheres farsas de comediógrafos ligeiros-brejeiros
excepto se o amor
as apanhar de surpresa
assim como faz com um menino
- uma menina linda....
um poeta louco
um demónio erudito
um sábio distraído
um frade ou monge despojado
- um ser desarmado
sem arsenal atómico
- que o bélico funda a raiz no medo e no ódio
mas o belo planta botanicamente seu radical
na taquicardia
que desperta a bela adormecida adrenalina
o cortisol...
as deusas-deuses vegetais
- vigilantes e vegetativos
nos sistemas nervosos simpáticos-parassimpáticos-somáticos
em ação de aceltilcolina...
a irrigar o corpo anatômico-fisiológico
que o corpo do homem é uma guerra química
vencida a final pelo diabo
cm suas legiões de germes romanos
- bactérias romanas
nada romanescas )

Acolá vivia o poeta Verlaine
numa casa de louco
varrida pelo vento
e pelo tempo-anaeróbico e aeróbico
quando pousado no pó dos corpos
posto em anatomia-fisiologia
até a tanatologia
desconstruir o corpo mais belo
de uma mulher
com Rodin de escultor cruel
aprimorando rugas e rusgas severas

Em algum lugar da terra
( ou da Mancha?)
vivia um poeta Verlaine
de triste sina
curvado pelo peso da solidão
- cercado entre alcateias
preso entre leões
qual o profeta Daniel
na cova do leão
- que querem leões
para pluralizar o singular
- mas ainda vive!
ao menos aqui
dentro de mim
como um hospedeiro
que faz bramir o tempo
dentro de mim
que estou ainda com o corpo
boiando na água
sem afogar no rio
- São Francisco
verde-grande-Nilo-Tejo-Tâmisa-Reno-Danúbio-negro
ou numa ribeira
arroio
rocio
pio
de ave
pernalta
- quase nauta
na fonética
em pauta
musical
para valsa
com Chopin
Chaplin
flautim
spin...
Fim

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SUBSUNÇÃO - terminologia juridica wikcionario wik dicionario terminologia juridica glossario verbete lexicografia nomenclatura juridica

A ciência não e exacta, mas a linguagem da ciência, na matemática, sim,
quando considerada sem a relação com o objecto natural, que não é o
mesmo objecto de linguagem. O objecto de linguagem da ciência diverge
do objecto externo à linguagem. A exactidão matemática somente é possível
no ambiente hermético de um sistema de linguagem matemática-algébrica
ou no campo conceitual.
Sem a relação com o exterior ( natureza ou realidade ) a matemática,
enquanto linguagem ou código, é exacta;todavia, quando se relaciona ou
se exterioriza no encontro com o objecto focado no exterior, não é exacta,
sofre ajustes das mutações objectivas em natureza viva, ambulante e
não-pensante. Sofre do mal do "impensar", ou seja, do pensar o nada
enquanto concepção óbvia do conhecimento e do desconhecimento.
Existem, na ciência, dois objectos : um intrínseco e outro extrínseco à
linguagem ou código de comunicação ( comunicação ao pensamento interno
e externo nos pensadores e nos pensamentos sem os pensadores, ou pensamentos sem pensantes, algo aparentemente inconcebível, algo assim como um continuar a pensar
após a morte, no jazigo, um pensamento no escuro e sem cérebro ativo : um pensar-penar
com um pensador morto ou sem nenhum pensador ; um pensar só, só-consigo o pensamento
ou : o pensamento pensando sem o pensador, a prescindir de pensador, dispensando-dispersando o filósofo e o sábio, acolhendo o morto. Um pensador sem o o pensador de Rodin a rondar ou a fazer a ronda, a circunvolução ao objecto dado ou não dado ).
Aliás, a ciência está toda na linguagem e não se dirige de fato aos
objectos externos ( fenoménicos, naturais, reais), mas somente atende
aos objectos internos, que já trazem sem si sua finalidade ou objectivo.
Não interage com objectos de fato, mas de direito. O direito mostra
esta faceta da ciência, porquanto o direito, que não é apenas mais uma ciência,
porém uma das muitas facetas da ciência na sua relação com objectos
internos e externos, separa fatos e atos quando nomeia ( nous) ou dá inteligência-noética,
que é um redundância ( mas vivemos de fazer redundâncias nos círculos, esferas,
circunferências, pondo-as em ser nas esferóides, ou ideias formais ( formas "geometrizadas"
esfera ou círculo ou circunferência, grosso modo ), quando distingue direito e fato, sendo o direito
ato mental, que dá no fato jurídico, desenhado em hipótese de incidência e o fato algo que decorre dos atos do homem ( originados no pensamento-sentimento ) ou da natureza e que estão fora do campo de abrangência do direito ( ou ato pensado hipoteticamente, antes de ocorrer a subsunção legal) e não são ato jurídicos ( do direito ) se não previsto em lei anterior ao ato,q ue se torna fato
na história ou narração.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

JOIO - terminologia cientifica fitologia wikcionario wik dicionario terminologia cientifica nomenclatura binomial botanica taxonomia taxionomia


As ervas entre meus olhos
e o ar a separar
e aproximar
olhos e ervas...
- adicionado
a isto
o céu azul
em pedaços
parcos...
- a luz...
e tudo o mais
visível-invisível
entre olhos e ervas
que está no olhar
( tudo recolhido no olhar! )
dentro e fora
de mim que olho
e colho
a flor azul da erva verde
- limo
verde-limo
( laranja-lima )
lodo
verde-lodo
bacterial
e mais nuvens a matizar o anil
- Que anil!
( varonil?
pueril-sutil-til-vil-fabril-
capril-fuzil-febril-flébil-fértil-covil...-do-bagre-salmão-marlin-anchova-robalo...)

As ervas trepadas ao muro escuro
cuja vida
está
entre a água que as umedece
e o sol que as ilumina
e dá calor
- amperagem para corrente elétrica
e força química
- que faz a física encorporar...
( ervas daninhas
não deixam a terra maninha,
maninha! :
esta segunda em glossário para "maninha"
era um verbete
da lexicografia
que me evoca a imagem de barro
de um Paulo barbeiro
( Paul da Terra
- um certo Paulo Gaya!
- de tantas dores
- homem das dores
e dissabores!
- que assim sói ser o homem
sobre a carne viva
em chagas de Cristo...
ó nossa dor!
- senhora nossa!...:
de todos os homens vivos!
- que vida é dor
- demasiada dor
física
moral
social
sexual
letal e tal...:
fatal
- até a dor fatal
na derradeira batalha
sobre o Monte Armagedon
em Megido
com o cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo
que ceifa a vida
- a semear a morte
a peste negra...
as sete pragas do Egito...
com Jezabel de amazona
sobre a égua a trotar célere )
Ah! Paulo Gaya!
que bebeu até morrer
- até a morte!
e também viveu ébrio
no meio do bar
descansando em sonhos
derreado por mar onírico
de bar-barco
à barcarola
que desce o rio
cantante
nos cabelos longos escachoantes da cachoeira
aos borbotões
- que tange o canto a noite inteira
abaixo do clangor dos galos
na rapsódia noturna ...)

A erva no cimo da sebe
com o fogo do sol
a envolver e cozer sua textura
umedecida com vida
- que é alma de água
( água é alma de vida
- vida de égua, girafa, elefante, gorila, flor-de-lis, lírio, ameixeira, cizânia, leão, tigre, pássaros e ornitólogos...
- ornitólogos e pássaros e mais : entomologistas, entomologia, ornitologista, ornitologia...
- joio! : jogo tudo no joio!... )


E meu olhar a viajar
entre a erva e o ar
pelas ondas eletromagnéticas
da luz que treme
a tremelicar
no vaivém das ondas senoidais
que vão e vem em senóides-sereias
porque meu olhar
é o encontro da luz
com a substância no olho
que captura a luz
fotografa-a
retrata-a
no retrato a olho nu
desenhando pelo contorno do xadrez
- contornando a sombra e a luz
na viagem pela luz
entre o olho e a liana em sebe
Este tecido ou feixe de relações e funções
entre o céu em anil
a erva trepadeira ao calor do sol no zênite
e a luz que leva e traz ondas eletromagnéticas
entre a erva
o céu azul com nuvem branca
o ar que medeia os espaços
entre olho e erva
- este complexo é o meu olhar
em feitio de xadrez
pedrês-marimbondo...
com uma vespa
a voar nesse quadrante do universo
visto
olhado

O olhar é um viandante
com sua sombra e luz
em contorno
É uma peregrinação de elétrons
que faz o olhar
sustentar o anil do céu
no negro de fundo
- de um fundo à Caravaggio

O olhar é um molhar
de treva em luz
e vice-versa
no verso
anverso
e universo
com as rimas
primas
das primas-donas
do canto
mas não do encanto
do cantochão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

OCEANO - etimologia etimo wikcionario wik dicionario etimo etmologia terminologia glossario verbete lexicografia nomenclatura jergão jargão

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O mar azul
não azul
ser
não-ser
( azul-Monet )
O mar
cerúleo violinista ( catecolamina )
com violino celeste
com olhar a molhar de pássaro
e não de molho lacrimal
lacrimejante
em ultimato-azul...

O mar verde
não-verde ( verde de ver-de-jade-já )
de ser
e não-ser
verde-violinista
verde-violino
- um Stradivarius concebido ( com pecados! e pecadilhos )
por mãos-raízes de ervas daninhas

a não permitir a terra maninha
- minha terra sem sabiá
( sabe lá?!...)

O mar negro ( necromante mar!)
à noite com sinfonia de Joan Miró
em companhia de uns personagens rítmicos
algoritmos
mulheres à lua
entregues ao transe
do palor
- de um amargo amarelo
amaríssimo amarelo
alelo nos genes alelos
geminados e belos
nos olhos e madeixas de Nix
a deusa no escuro
- no mundo do qual viemos
e voltaremos
após breve interlúdio com Chopin
ao piano
em pianíssimo ( noturnos-em-turnos sem "rondó", valsa, mazurca, "polonaises" )
pio... ( em bitume nocturno...)
- pia a ave na nave da natividade
na abóboda da nave
onde se põe
os olhos em Maria Pia
à pia batismal
com olhos chorosos...
carregando a cruz da piedade
nos olhos que vão revirar
ou se virar para mirar a morte
que passa a galope no baio
que olhos vidrados
fitam silentes
selado o destino
(Ó Santa Maria!,
rogai...: Maria Rogai!...
nessa hora em que vai...
- o passamento!)


O mar grande
muita água
perdida-pendida em cor
é menor em dó
- em dó menor
que o coração
sob paixão incandescente...
nos olhos a pervagar
por um azul celestial
um verde herbáceo
um castanho de castanha de caju
- à caju e acaju
e um negro de apagar
o betume da noite
mesmo na lua de Joan Miró
- luar falciforme
à mão do ceifador
a mensurar a ceifa
e a colheita das primícias
ofertadas ao Senhor

Ah! os olhos vidrados no mar
ainda a amar o mar
- de mar a mar
porque mar é amar
( mar-oceano
pacífico oceano
objeto de ocenógrafo-oceanólogo-logo-logo-no-"logos")

sábado, 4 de fevereiro de 2012

LIPOPOLISSACÁRIDES - terminologia cientifica wikcionario wik dicionario terminologia glossario verbete lexicografia nomenclatura wikipedia


Tinha um plano de saúde
Mas não saúde
Para dar e vender
Só plano de ter saúde
- da saúde que não tinha
O plano era bom
Para a saúde do médico
E o desenvolvimento do monstro
dentro do estômago do médico
e do monstro de Stevenson
( novelista poeta e escritor que nasceu em Edimburgo e morreu em Apia, Samoa)
Por trás da corporação de médicos ( e monstros )
Saudáveis e afáveis
O plano seria até benfazejo
No planisfério
Se não alimentasse mais o médico
E o corpo de saúde
Que o paciente
a parturiente
o Indigente
de saúde pública
e privada ( privativa)
Face ao contrato-distrato
Que merece um tratado
Sobre o trato e o menoscabo
Que um contraente assume
Para gáudio de outro contratante
Na relação contratual
Na qual somente na ficção jurídica
Ambas as partes estão em pé de igualdade
porque na realidade estão em guerra
na declaração de guerra de Hobbes
ao escriturar o "Leviatã
aquele outro monstro
agora estado de direito
( para si em si maior, major
e de deveres e obrigações
para os demais do "demo"
na democracia risível
que ostentamos )
Porém tinha um porém
O plano de saúde
Ocultava no contrato-distrato-maus-tratos
Em letras não escritas
Sob signos invisíveis
Que não era plano de saúde
Mas de doença
Pois quem tem saúde
Não tem plano para doença
Não sofre “apaixonadamente”
Em “pathos”
( exceto pela bela
- a bela que passa
e deixa um rasto
de beleza pintada por Tolouse-Lautrec
em lupanares
prostíbulos
patíbulos
sacrários )
Do pato da patologia
Em seu quá-quá ( do Pato Donald Disney )
Que penso
Ser onomatopeia tomada de água
- do vocábulo água
Em simples glossário em vernáculo
Coisa –em-palavra para não se dizer em dicionário
algoritmo invocabular
invocabulado
invocado
convocado
vocado
vocar
Nem tampouco em jargão profissional
No bestiário daqueles que fazem profissão de fé
No bule com café
No bulevar sem ar
- imaginário bulevar!
porquanto tudo que é comércio
Ou está para mercar
Mercante em navio
É plano para doença
Apregoando saúde
Como a Sadia
ave da sadia
não é sadia
- e a Sadia
deveria se denominar “Doença”
Perdigão-Perdigueiro-perdiz-
dolicocéfalo...
conquanto traga em nomes atraentes
onomatopaico talvez
quiçá onomatopéias invisíveis à leitura a olho nu
- literatura que esconde
a doença na Sadia
que não passa
a Sadia com seus peixes putrefactos
apenas de uma ou mais de uma corporação integrada no sistema
Produtora de doenças
Como tudo o que vem do mercador
Que quer vender
O peixe putrico e mefítico
Como peixe fresco
como como
ou penso que como
Tudo o quese vende
no mercado negro ou branco de fantasma no lençol santista
Não é a verdade da filosofia
Nem a poesia da mulher
A revolutear o corpo tenro
Na flor do amor fetal
fatal
cloreto de potássio
hidrato de animal
na mixórdia da química
com a línguagem na matemática
na álgebra em zebra
listrada
listada
preto no branco
xadrez em retas paralelas
para um plano de espaço euclidiano
- infinitos planos
em intersecção no espaço euclidiano
radiano
em grau-grado-grou
ou...
( Todavia para que isto seja poema
Carregue poesia ao colo
É mister que diga eu
Que um miosótis
- um miosótis-Tereza
que passa pressurosa
pela senda da rosa
Fugiu-fulgiu
Na boca minha filha
Quando ela era
Um pedaço de poesia com todo o mel das abelhas
todas em favos
E todo néctar e pólen e própolis do universo
Assim como era
A era geológica do meu filho
E o período por que passa meu neto
Outrossim na Tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev
Como todos os corpos em carne viva
Lá estão
Na faixa dos períodos de tempo
Que constituem o tempo do tempo
Divididos racional e tecnicamente na química
em períodos de tempo
nos quais o tempo existe dentro do tempo maior-imaginado
pelo racionalista filosófico
Conforme provou Mendeleev
Sábio e gênio russo
Que criou a linguagem da química
Cujos caracteres mesclam signos e símbolos
Com figuras geométricas
Em casa de abelha e vespa
Que se ilumina no vocábulo marimbondo
Em lexicografia tupi-guarani
Mesmo lexical para tomar guaraná
Face ao iguarapé guapo
Ao lado do lobo guará
( “Chrysocyon brachyurus” )
Moribundo aguará
Aguaraçu
Nativo canídeo da América do Sul
Diz Wikipédia sobre o lobo-guará
que é uma “relíquia da fauna plistocênica”
( do Plistoceno ou Pleistoceno )
E a ave ciconiforme rubra
guará-pitanga
guará-rubro
íbis-escarlate
no latim "Eudocimus ruber")

Morreu de febre tifóide
causada pela bactéria "Salmonella typhi"
bacilos Gram-negativos
anaeróbios
serotipo "Salmonella enterica paratyiphi"
que inclui várias subespécies
possuem lipopolissacárides
podendo causar o óbito por choque séptico
( Faleceu entre os cavaleiros hospitalares
e os templários
porque tudo o que é posto em mercância
está contaminado pelo conceito-vírus
que faz o homem peregrinar sem fim
( ou até o fim )
entre os produtos da farmácia
e do super-hiper mercado
bares e bazares
e confluentes-afluentes )

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AFIXOS - verbete wikcionario wik dicionario verbete glossario verbete etimo etimologia terminologia wikiquote

Dmitri Mendeleev em 1897.

Dmitri Mendeleiev ( Mendeleev ) põe a química no âmbito de uma linguagem ; e ao ganhar uma linguagem a observação ou percepção passa a ter a envergadura de ciência, cujo objeto de estudo são determinados fenômenos denominados químicos ( do nous químico, de inteligência química ) , à flor da linguagem.
A Tabela Periódica dos Elementos é uma norma , uma espécie de gramática, de ordenamento jurídico, oriundo da filosofia, aonde a ciência e a técnica bebe, a fim de racionalizar ou normatizar uma linguagem para informar e formar o conhecimento.
A Tabela Periódica dos Elementos , de Dmitri Ivanovich Mendeleiev ( Mendeleev ), é o “alfabeto,” a gramática, a lexicografia da química, enfim, assim como os números e as figuras geométricas o são da matemática.
Aliás, a linguagem conceitual não abrange somente a língua falada oralmente e a escrita com palavras, mas também os números em gramática matemática de equações e outras formas sintáticas de expressão matemática-algébrica.
A geometria é outra linguagem eminentemente conceitual; quiçá a forma de linguagem mais apta a conceber o espaço e o tempo. Hoje a química incorporou a linguagem algébrica-geométrica-matemática , além do “falar-escrever” das respectivas línguas vernaculares.
A química, assim como a matemática, é, por assim dizer, poliglota em linguagens, metaforicamente (metafonicamente) falando, mesmo porque se utiliza de signos ( letras) gregas como alfa, beta, ômega, lambda, que, no âmbito dessas linguagens (matemáticas-químicas ( cumprem função de símbolos e não de signos, ou do signos primitivos que são ou foram no grego antigo), além de incorporar a linguagem da geometria, da álgebra para designar ou tentar significar-assinalar funções espaciais-temporais, ou seja, ritmos imprimidos e impressos em significados-significantes, alma ou espírito e matéria da léxico, e afixos, que dão sentidos vetores às denominações da língua.
( Os afixos, na linguagem com palavras, correspondem aos sentidos espaço-temporais de segmentos de retas, partindo da subjetividade referencial, no linguajar do físico; tal referencial, que parte do interior subjetivado do ser humano, enquanto pensante no que é hirto o ser dado de-fora e por-dentro, na intelecção, vem dos princípios do pensamento, expressos na forma de postulados e axiomas ( axiomática ) geométricos, que informam os sentidos, que por sua vez , se cristalizam em equações movidas espaço-temporalmente no âmbito da circunferência ( “hermética” ao conter o círculo, seu conteúdo em substância de pontos, que fecham a reta na circunferência que gira abstratamente e concretamente, simultaneamente, representando e “presentando” o movimento ( apresentando-o e representando-o no fora-dentro dos universos em colisão no homem, em subjetividade ( em sujeito ou sujeito-interno, dentro de uma concha do cosmos, e no cosmos-fora ( mundo exterior e exteriorizado pelo cosmos-dentro) , em objetividade, em-objeto ), enquanto ser supra-geométrico decodificado em expressão numérica ( equação ou princípio da identidade na linguagem matemática-química-física ) o movimento, exprime-imprime o motor universal, moto contínuo, implícito e explícito nos signos e símbolos que informam a linguagem, que vai da fonética ( fonologia ) à geometria, cuja fonética vem em senóides, na descrição do fenômeno, e nas ondas senoidais, na concreção existente. A semiose, outrossim, é afetada pelo balouço da geometria no vento ( Éolo-fora) e na respiração ( Éolo-dentro e de dentro para fora numa sanfona ou pistão, sempre à força eólica divina).).
A respiração é um Eolo-fora-e-outro-Eolo-dentro : inspiração-expiração. Até aonde vai a vida humana?! - E a linguagem uma biossemiótica.